Incontinência Urinária
Quando falamos de incontinência urinária estamos a falar, sobretudo, do aparelho urinário inferior o qual é constituído pela bexiga – órgão que armazena a urina, e pela uretra – canal por onde a urina passa até ao exterior. A uretra, por sua vez, tem um esfíncter muscular bastante importante na incontinência urinária. A capacidade de armazenar e eliminar a urina exige uma série complexa de mecanismos inter-relacionados que envolvem o cérebro, a bexiga, a uretra, os músculos e os nervos do pavimento pélvico.
Como?
À medida que a urina é produzida e armazenada na bexiga, o músculo da bexiga relaxa e distende-se para a poder acomodar. Quando esse enchimento atinge um determinado limite (que varia de pessoa para pessoa), sente-se vontade de urinar. É quando o nosso cérebro entra em ação e sinaliza o músculo da bexiga para se contrair e o esfíncter da uretra para se relaxar, permitindo que a urina seja eliminada. A uretra e a bexiga são sustentadas pelos músculos do pavimento pélvico (grupo de músculos que suporta a uretra e os órgãos pélvicos), que se contraem durante um esforço físico para ajudar a prevenir as perdas de urina.
Assim, a incontinência urinária consiste na perda involuntária de urina devido ao enfraquecimento dos músculos do pavimento pélvico e/ou hiperatividade não controlada da bexiga.
Normalmente a bexiga precisa de se esvaziar quatro a oito vezes por dia e uma a duas vezes à noite.
Existem vários tipos de incontinência urinária:
As mulheres são as mais afetadas por este problema, embora também existam homens afetados, sendo os sintomas bastante diferenciados, uma vez que, anatomicamente, também existem diferenças.
Na mulher, a bexiga e o seu orifício de saída são controlados pelos músculos do pavimento pélvico, os quais contribuem para manter a bexiga encerrada. A incontinência urinária da mulher pode acontecer se estes músculos ficarem debilitados e perderem flexibilidade.
No caso do homem, a incontinência urinária mais comum manifesta-se por gotejamento contínuo. A causa mais frequente é o aumento do tamanho da próstata que impede a passagem de urina, durante a micção. Como consequência, a bexiga nunca se esvazia completamente. Numa fase pós cirurgia à próstata, a bexiga pode ficar debilitada, contudo, normalmente volta a recuperar passados alguns meses. A obesidade também pode provocar perdas involuntárias de urina, dado que aumenta a pressão nos músculos pélvicos e abdominais.
No que respeita a tratamento existem diversas formas. Para além do tratamento farmacológico e cirúrgico, a reeducação pélvica pode desempenhar também um importante papel. Através de diversas técnicas, permite um fortalecimento eficaz dos músculos do períneo, para além de não ser invasiva e não ter efeitos secundários. Em alguns casos pode ser necessário o tratamento cirúrgico. Embora haja tratamento e a medicina esteja cada vez mais avançada, nesta doença a chave é a prevenção.
Para evitar incontinência urinária é importante:
Beber quantidades adequadas de líquidos. A desidratação aumenta a irritação da bexiga e facilita a incontinência
Seguir uma dieta saudável
Controlar o peso
Mudar os hábitos de utilização da casa de banho. Ir sempre que necessita. Evitar a retenção frequente e prolongada pois pode lesar os músculos da bexiga e facilitar a infeção urinária. Esvazie completamente a bexiga
Evitar a obstipação. A prisão de ventre pode agravar a incontinência urinária
Exercitar os músculos do pavimento pélvico (exercícios Kegel)
Conteúdo Técnico Produzido por Inês Ribeiro - Farmacêutica Farmácia Parreira Verderena